9 junho 2017

Equipamentos de refrigeração em perfeito funcionamento são o segredo do sucesso de muitos estabelecimentos que lidam com alimentos. Do supermercado à sorveteria, do açougue à panificadora, todos precisam desenvolver melhores práticas para conservação de alimentos a fim de manter a segurança alimentar e a satisfação de clientes e consumidores.

Somado a isso, é preciso desenvolver a preocupação com o uso de equipamentos ecologicamente corretos, ou, no mínimo, menos nocivos ao meio ambiente, a fim de contribuir ativamente para a perpetuidade da espécie humana e da qualidade de vida no planeta.

Considere ainda que, ao implementar melhores práticas de refrigeração, você estará economizando recursos importantes para o seu negócio, os quais podem ser empregados em outras áreas.

Quer saber como conseguir tudo isso? Vem com a gente, vamos te explicar!

 

O Protocolo de Montreal e a preservação da camada de ozônio

A preocupação com o impacto de emissão de gases poluentes na atmosfera não é de hoje. Em 1987, 197 países aderiram ao Protocolo de Montreal, uma iniciativa multilateral para conter os efeitos de gases poluentes na destruição da camada de ozônio. E o que isso tem a ver com melhores práticas de refrigeração? Tudo!

A partir deste marco, todos os países passaram a incentivar e tornar obrigatório a troca de equipamentos que usam gases nocivos à atmosfera por outros menos prejudiciais.

Assim, equipamentos cujo funcionamento seja por meio de CFCs foram terminantemente proibidos a partir de 2010, assim como as substâncias Halons. Outros proibidos foram: CTC, Metilclorofórmio e Brometo de Metila.

Os HCFCs, que ainda estão sendo comercializados, devem ser eliminados do mercado até 2040. Então, é melhor começar a pensar nos substitutos agora mesmo.

Os refrigerantes alternativos que estão sendo implementados no mercado são: R12, R502 e R22. Dê preferência aos equipamentos que se utilizam dessas substâncias para manter o sistema de resfriamento e você estará contribuindo significativamente para o futuro do planeta.

 

Detecção de fugas

Outro ponto a verificar com frequência são os pontos de fuga de substâncias refrigerantes ou lubrificantes dos equipamentos utilizados. Se você encontra um ponto de fuga, a tendência é que existam outros, portanto, olhar apurado aí!

A detecção de pontos de fuga de lubrificantes pode ser feita por meio de lamparinas detectoras de vazamento, contudo, estas não podem ser utilizadas com os HFCs. Neste caso, prefira a detecção eletrônica, feita por meio de sensores.

Com relação aos fluidos refrigerantes, uma verificação da carga pode ser suficiente para indicar se há vazamentos ou não. Antes de realizar nova carga, procure por todo o sistema qualquer ponto de fuga.

As causas mais comuns de fuga de fluidos refrigerantes são: mudança de pressão, troca de temperatura, vibração, desgaste, controle de qualidade deficiente, danos acidentais e escolha incorreta de materiais.

 

Umidade adequada

Quando há acúmulo de água (umidade visível) ou então alto índice de umidade relativa (umidade invisível), é sinal de que seu equipamento está operando de forma errada. A consequência disso são altos custos de manutenção e perda de produtos pela conservação inadequada.

A umidade pode gerar gelo nos tubos por onde passa o fluido refrigerante, impedindo o correto funcionamento do equipamento. Pode chegar a obstruir completamente o canal, gerar sobre-aquecimento e rompimento dos tubos pelo acúmulo de fluído, que não circula.

Qualquer obstrução causada gera baixo rendimento ao equipamento, o que se reflete em aumento no consumo de energia e motor trabalhando além do necessário para manter o funcionamento.

 

Controle de temperatura

Altas temperaturas aceleram o processo de formação de ácidos, que acabam por desencadear processos de corrosão no equipamento. O surgimento de substâncias estranhas começa a ser verificado, como líquidos pegajosos, estruturas granulares, pó sobre os produtos, entre outras.

Todas essas consequências levam à inadequação dos alimentos para consumo e, claro, à necessidade de substituição do equipamento. Portanto, é de vital importância que o termostato esteja sempre calibrado e em bom funcionamento, a fim de acionar o sistema de alarme caso qualquer variação errônea de temperatura venha a acontecer.

Como você deve ter percebido, a correta verificação de todos esses pontos é uma grande aliada do seu orçamento, evitando desperdícios de produtos que podem ser comercializados e também manutenções corretivas, que costumam ser bastante onerosas ao caixa da empresa.

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Maurício Zotarelli

Inteligência Comercial