Ambientes hospitalares e farmacêuticos, assim como clínicas e laboratórios de análise, lidam diariamente com uma série de produtos termolábeis, que exigem um controle de temperatura rigoroso para preservar suas propriedades. Para isso, devem ser submetidos à cadeia do frio, que consiste numa condição específica em ambiente refrigerado, para manter uma duração prolongada por meio da conservação por resfriamento.
No caso de medicamentos e vacinas, por exemplo, esse processo de controle ocorre desde a saída da fábrica, passando pelo transporte, até o destino final, seja ele postos de saúde, clínicas de vacinação, farmácias ou hospitais. Dentro desses locais, portanto, a cadeia do frio tem início no recebimento do material termolábil e se encerra no momento da administração ao paciente.
Ou seja, trata-se de um ciclo de conservação que necessita de manutenção e monitoramento constantes, para que seja preservada a qualidade do produto e sua eficácia.
Podemos citar alguns dos insumos que dependem da cadeia do frio:
O acompanhamento dos produtos que são submetidos à cadeia do frio costuma ser feito por meio da checagem da temperatura pelo profissional responsável. Por exemplo, ao receber um medicamento termolábil que precisa ser mantido entre 2ºC e 8ºC, é preciso conferir a temperatura no recebimento e imediatamente guardar o produto em ambiente refrigerado que esteja de acordo com os graus estabelecidos.
Esse ambiente, geralmente dentro de um refrigerador, precisa obrigatoriamente ter a temperatura monitorada. No momento do transporte, um recipiente térmico deve ser usado. Antes do medicamento ser utilizado pelo paciente, uma nova verificação da temperatura precisa ser feita.
O que ocorre, no entanto, é que em muitos locais o monitoramento do armazenamento nas câmaras frias é feito manualmente, com checagens a cada oito horas e anotações em planilhas. Infelizmente, esse tipo de processo manual não é seguro o bastante e pode quebrar a cadeia do frio, comprometendo a integridade dos medicamentos.
Para ser eficiente, o processo da cadeia do frio exige uma série de ações e procedimentos. Tais ações, além de garantir a qualidade e a ação efetiva dos termolábeis, também contribuem para otimizar o trabalho dentro do setor e aperfeiçoar a gestão organizacional. Vejamos exemplos de eficiência da cadeia do frio:
Uma das etapas mais desafiadoras dentro do processo é, sem dúvida, a logística. Todo o transporte de medicamentos e outros produtos termolábeis exige a máxima atenção e cuidado no que se refere ao controle de temperatura, uma vez que podem ocorrer muitas variáveis no trajeto, desde o tipo de condução até as condições climáticas.
Entre os materiais mais sensíveis à quebra da cadeia do frio estão as vacinas. Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 50% da vacinas produzidas mundialmente se deterioram até atingir o destino, devido a falhas no controle de temperatura durante o transporte.
Além do enorme prejuízo material, há um risco iminente de danos à saúde dos pacientes caso haja falhas na checagem e monitoramento da temperatura a partir do recebimento desse produto.
Dessa forma, a logística de transporte desse tipo de carga exige cuidados e atenção especiais, e não podem, de forma alguma, serem tratadas como as cargas convencionais. A começar pelo acompanhamento de um profissional de saúde, geralmente um enfermeiro.
Assim, o cumprimento das normas técnicas relacionadas à cadeia do frio começa na fabricação dos medicamentos e vacinas, ou na extração de outros insumos que exigem controle da temperatura. Portanto, há um caráter de responsabilidade compartilhada sobre todas as empresas e instituições envolvidas na cadeia do frio em relação às boas condições do produto até o destino final.
Apesar de algumas invariáveis relativas à cadeia do frio, cada setor de saúde possui procedimentos específicos de acordo com o tipo de produto termolábil produzido ou utilizado. Dessa forma, não apenas os medicamentos sensíveis, mas também o sangue e outros produtos já citados apontam um nível de criticidade no seu manuseio.
Vejamos como esse processo se desenvolve nos diversos ambientes críticos:
As instituições hospitalares são as que lidam com a maior diversidade de insumos que exigem controle de temperatura, e por isso o processo tende a ser um dos ambientes mais críticos em relação à cadeia do frio.
Medicamentos, hemocomponentes e hemoderivados, leite materno, e até os alimentos utilizados nas dietas dos pacientes exigem a conservação adequada e o monitoramento rigoroso da temperatura, desde que o produto é recebido até ser ministrado.
Como há essa variação de componentes, consequentemente há uma variação maior das temperaturas e dos locais de armazenagem, o que aumenta a complexidade do processo.
Os bancos de sangue são responsáveis pela coleta e armazenagem dos hemocomponentes e hemoderivados, que posteriormente serão encaminhados aos hospitais. Portanto, a cadeia do frio nesses ambientes está reservada à conservação das bolsas de sangue e do processamento dos componentes, até que sejam destinados ao uso.
Durante o processo, é preciso que haja rigor no controle e monitoramento, até o momento do transporte, onde se inicia mais uma etapa.
As farmácias são também um ambiente crítico em relação à conservação de medicamentos termolábeis, uma vez que lidam com inúmeros produtos distintos, que exigem controle específico.
Nesses locais, a cadeia do frio precisa ser mantida desde o recebimento dos medicamentos, onde deve ser feita a checagem da temperatura e seu armazenamento imediato em condições favoráveis. Isso pode representar um desafio para os estabelecimentos de menor porte, em locais distantes e com poucos recursos de infraestrutura.
Nos últimos anos houve um aumento significativo dos serviços de vacinação em clínicas particulares. Esse, portanto, é um ambiente 100% condicionado à cadeia do frio, uma vez que todas as vacinas necessitam de conservação térmica.
No entanto, de acordo com a composição da vacina, elas devem ser mantidas em níveis diferentes de temperatura, podendo variar de graus negativos até a refrigeração entre 2ºC e 8ºC, devendo ser mantidas em refrigeradores exclusivos.
Mias recente, a Anvisa publicou a RDC 430 da Anvisa dispõe sobre boas práticas no transporte, distribuição e armazenagem de medicamentos. A partir dessa resolução, o órgão federal determina uma série de ações necessárias para garantir a integridade dos medicamentos, com seção especial para aqueles que integram a cadeia do frio.
Entre as recomendações, estão o monitoramento e o controle de temperatura contínuos durante todo o transporte e período de armazenagem. Além disso, a RCD 430 sugere que esse monitoramento seja feito com uso de sistemas informatizados.
Ou seja, a preferência pela tecnologia é uma das boas práticas recomendadas pela própria Anvisa, devendo integrar a cadeia do frio como recurso garantidor da eficiência e qualidade dos processos de logística e armazenagem.
Entre as ferramentas tecnológicas consideradas como grandes aliadas da cadeia do frio, está o monitoramento de temperatura sem fio, que permite acompanhar e controlar a temperatura e a umidade por meio de sensores, em todas as etapas do processo.
Essa solução pode significar inúmeras vantagens, tanto em relação à redução das perdas financeiras por falhas no monitoramento, quanto pela garantia de eficácia dos medicamentos e demais insumos termolábeis, refletindo diretamente na segurança e saúde dos pacientes.
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