Publicado em 17 fevereiro 2021 | Atualizado em 3 fevereiro 2021

O conjunto de exames que as análises clínicas abrangem são a principal ferramenta utilizada por médicos para verificar as condições de saúde do paciente. À medida que sem um exame de laboratório é praticamente impossível dar um diagnóstico preciso, fica claro que a medicina laboratorial é parte fundamental do atendimento clínico.

Nesse sentido, as análises clínicas envolvem uma série de processos que estudam o material biológico, desde sangue até fragmentos de tecido. De acordo com o tipo de amostra, composto ou conforme a suspeita inicial do médico, as análises clínicas são feitas em setores específicos:

  • hematologia: analisa as condições relacionadas ao sangue, sendo o hemograma o exame mais comum;
  • bioquímica: os exames investigam processos metabólicos, como por exemplo a glicose, colesterol, triglicerídeos, eletrólitos, função hepática, renal e cardíaca;
  • microbiologia: análise de cultura de urina e outras secreções, que indicam a presença de infecções relacionadas à atividade bacteriana nociva ao organismo;
  • parasitologia: setor onde se detecta a presença de microrganismos, como vermes e protozoários, através de exame de fezes, pesquisa de sangue oculto etc;
  • imunologia: analisa as doenças relacionadas à imunidade, como por exemplo a presença de toxoplasmose, rubéola, dengue, entre outras;
  • uroanálise: responsável pelas análises clínicas feitas a partir da urina, que podem indicar a presença de doenças que não apresentam sintomas.

Os locais de coleta do material biológico costumam ser o próprio laboratório. Porém, as amostras também podem ser retiradas no hospital, clínica, posto de coleta, ou mesmo na residência do paciente.

Existem diversos profissionais que podem realizar as análises de amostras. Entre eles estão os bioquímicos, biomédicos, farmacêuticos e biólogos. No entanto, quando se trata de responder legalmente pelo laboratório, essa função cabe ao farmacêutico bioquímico. Ele é o responsável quem fará a liberação de laudos, além de toda a gestão laboratorial e gestão da qualidade.

Importância das análises clínicas para a medicina laboratorial e para o paciente

Quando falamos em medicina laboratorial, tratamos de uma especialidade da área médica que executa e interpreta exames de análises clínicas. Portanto, essas duas áreas são codependentes e complementares.

Nesse sentido, as análises clínicas são importantes como ferramenta para apoiar a medicina laboratorial. Principalmente porque permite tomadas de decisão médicas mais assertivas, possibilitando o diagnóstico precoce.

Conforme publicado pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), que cita a literatura em saúde, a estimativa é de que 70% das decisões médicas são baseadas em resultados de exames laboratoriais.

Para o paciente, estas áreas conjuntas significam maiores chances de um tratamento efetivo. E, claro, atuam também como forma de prevenção, pois é no exame de rotina e check ups médicos que são diagnosticadas a maioria das doenças.

SBAC e DICQ: representatividade para o setor de análises clínicas

Assim como em outras áreas da saúde, as análises clínicas estão amparadas por entidades representativas e acreditadoras. Dessa forma, é possível assegurar que um laboratório esteja em conformidade com as normas e assegure os padrões de qualidade na prestação dos serviços.

A Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), por exemplo, vai além de uma entidade de classe. Ela atua ativamente no desenvolvimento do setor, visando, principalmente, entregar aos pacientes um serviço de laboratório de excelência.

Portanto, a SBAC possui uma estrutura de informação que objetiva o aprimoramento científico e a formação de parcerias nacionais e internacionais. Entre elas está a International Federation of Clinical Chemistry (IFCC), maior sociedade científica do mundo na área de análises clínicas e medicina laboratorial.

Já o Sistema Nacional de Acreditação DICQ oferece aos laboratórios a oportunidade de acreditação e credenciamento do sistema de gestão da qualidade (SGQ), baseado nas normas ISO. Esse sistema é reconhecido pelas principais instituições científicas mundiais, e também possui um grande peso no mercado de saúde.

Assim, ao se capacitar tecnicamente, o laboratório alcança maior competitividade e confiança do paciente, à medida que sua qualificação é evidenciada.

Atuação das análises clínicas em tempos de pandemia

Desde o início da pandemia da COVID-19, a participação das análises clínicas foi fundamental para as ações de controle e combate à doença. Afinal, graças aos testes que foram desenvolvidos rapidamente, tem sido possível mensurar o alcance e a proliferação do vírus.

Além, é claro, de orientar a população para os cuidados com o isolamento, evitando que a doença avance ainda mais. No mesmo sentido, ficou evidenciada a importância dos profissionais que trabalham na área de medicina laboratorial.

Tecnicamente falando, os laboratórios de análises clínicas são responsáveis por 95% das condutas médicas. No caso do coronavírus, a comprovação etiológica da doença é de total responsabilidade do laboratório.

Com um documento que segue as recomendações da ISO 15.189/2016 e da RDC 302/2005, cada exame laboratorial passa por três fases, que são sequenciais e interdependentes:

  • fase pré-analítica;
  • fase analítica;
  • fase pós analítica.

Cada uma possui especificações detalhadas para manter as regras de biossegurança, desde a chegada do paciente, passando pela coleta de amostras, até a fase de análise propriamente dita.

Sem esse trabalho, seria impossível mensurar, avaliar e prevenir o alastramento do coronavírus, que possui alto grau de contágio. Sobretudo quando não há tratamento precoce cientificamente comprovado, o diagnóstico por si atua como fator de prevenção, evitando novos casos e diminuindo a ocorrência de mortes.

Como a integração dos dados auxilia os processos

Assim como em outras áreas dentro do setor de saúde, a tecnologia vem avançando e revolucionando a medicina laboratorial e as análises clínicas.

Uma vez que exames de laboratório se concentram em informações, o gerenciamento correto dos dados é parte essencial do trabalho. Nesse sentido, realizar a integração e investir em soluções de Big Data pode significar uma melhoria significativa dos processos.

Na prática, a integração de dados em análises clínicas significa ter todos os lançamentos centralizados. Assim, o compartilhamento é feito com todas as partes interessadas, de forma simultânea e acessível em tempo integral.

Essa é uma ação importante, que possibilita a redução de custos, mitigação de erros a partir do maior controle dos processos e produção de informação qualificada. Porém, para gerar essa integração, é fundamental que o laboratório utilize ferramentas especializadas.

Assim, investir num sistema de ERP dedicado permitirá a integração com outros dispositivos e soluções, contribuindo para a segurança dos profissionais e pacientes.

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Redação Nexxto

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