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Inteligência prática para quem transforma cuidado em resultado

Segurança de Medicamentos

A importância da precisão no monitoramento de temperatura de remédios

Em hospitais, clínicas e farmácias, a gestão de medicamentos exige cuidado e atenção. Além de seguir uma lista de normas regulatórias e regras de boas práticas de armazenagem, o monitoramento de temperatura e umidade dos remédios e outros insumos é uma preocupação constante dos farmacêuticos responsáveis pelo setor. Porém, mais do que simplesmente fazer esse controle, é importante garantir que ele seja preciso. O fato é que a maioria dos medicamentos precisa permanecer em determinadas condições de temperatura e umidade para que suas características farmacológicas e estabilidade sejam mantidas. Vacinas, imunobiológicos, anestésicos e outros produtos caros, como quimioterápicos usados por pacientes com câncer, são exemplos de produtos farmacêuticos muito sensíveis e que necessitam de cuidado redobrado. Como é feito o monitoramento de temperatura e umidade: um problema no setor Infelizmente, muitas instituições públicas e privadas do setor de saúde ainda apostam em velhos métodos de monitoramento de temperatura e umidade. O mais tradicional é aquele no qual um profissional fica responsável por passar pelos locais de armazenamento, duas ou três vezes por dia, para verificar a temperatura de ambientes, geladeiras e câmaras climáticas e anotar manualmente estas informações em uma planilha. Estas planilhas, via de regra, após o término do mês vigente, são armazenadas em pastas de arquivo físico, durante um período mínimo de dois anos, de acordo com o que é exigido pela norma da ANVISA. Mas, se prezamos pela qualidade do que oferecemos, devemos nos questionar: Será que esse processo ainda é efetivo? Em caso de desvios, como saber o tempo que um medicamento ficou fora da faixa pré determinada? É possível confiar que seus profissionais serão sempre honestos em relação a temperatura e umidade checadas e que não haverá fraude? Em períodos de final de semana ou feriados, como garantir a segurança dos medicamentos fora do expediente? O que fazer no caso de esquecimento ou quando o profissional falta? Dados brasileiros sobre o monitoramento de temperatura de medicamentos Segundo a Anvisa, o Brasil desperdiça cerca de 20% dos medicamentos ao ano. Isso representa mais ou menos R$ 1 bilhão. Outra pesquisa, feita pela MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde), mostrou que 43% das perdas de medicamentos têm relação com falhas nas condições de armazenamento. Esses números mostram a ineficiência do monitoramento exclusivamente manual. Como consequência, além de possíveis multas e intervenções por parte da Anvisa, pacientes críticos podem ficar sem medicamentos essenciais à sua sobrevivência. Afinal, a eficácia de um produto que passou por alterações de temperatura ou umidade ficará comprometida, devido a possível perda de estabilidade. Uma realidade que precisa de atenção Ainda mais perigoso que isso são os casos em que profissionais checam a temperatura, identificam problemas mas fingem que nada aconteceu. Embora pareça improvável, esta situação é muito corriqueira no setor de saúde brasileiro. Esse comportamento é motivado por medo das consequências, ou mesmo pelo conhecimento do tamanho dos impactos financeiros desse tipo de perda. Se ocorrer essa situação, o remédio chegará ao paciente comprometido, o que pode, além de diminuir a eficácia do tratamento, prejudicar sua saúde de forma permanente. É preciso lembrar da responsabilidade – seja como ser humano, seja pela ética prometida como profissional – de buscar sempre a qualidade do atendimento aos pacientes e, claro, a segurança dos medicamentos que lhe estão sendo oferecidos. Tecnologia como aliada Algumas empresas do setor já estão buscando formas de solucionar esse problema. Na era da transformação digital, as novas tecnologias podem se tornar grandes aliadas para se garantir a redução da perda de medicamentos por erro humano e processos inadequados. Uma das características que contribuem para que a tecnologia ganhe cada vez mais espaço quando o assunto é monitoramento de temperatura e umidade é a precisão, tão necessária para a garantia da qualidade e procedimentos que reforçam a segurança dos pacientes. Com o auxílio de ferramentas que fazem o monitoramento 24 horas por dia, em tempo real, é possível obter relatórios completos. Assim, qualquer pequena mudança de temperatura ficará registrada no sistema, eliminando a necessidade de trabalho de um profissional exclusivamente para isso e possibilitando a geração de alarmes inteligentes que identifiquem falhas e o comprometimento dos produtos. Conclusão A complexidade dos processos de garantia da qualidade de medicamentos é muito grande. Novas tecnologias de comunicação e de sensoriamento evoluíram e ganharam escala. Hoje economicamente viáveis, possibilitaram o desenvolvimento de uma nova categoria de ferramentas muito úteis para o dia a dia dos profissionais de saúde. Como o tamanho dos desafios de perdas e da segurança do paciente são enormes no Brasil, o aumento da adoção de novas soluções e tecnologias é um caminho sem volta. Caso você queira saber um pouco mais sobre o assunto, ou discutir o tema deste artigo conosco, não hesite em procurar um dos nossos especialistas.
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Regulação e ANVISA

Exigência técnica da Anvisa: o que é e o que fazer ao receber uma (Guia 2026)

Receber uma exigência técnica da Anvisa é mais comum do que parece — e não significa que algo deu errado. Trata-se de uma etapa normal da análise de processos no setor de saúde. O problema só aparece quando a empresa perde o prazo ou responde de forma incompleta, o que pode levar ao indeferimento da petição. Neste guia atualizado você vai entender o que é uma exigência técnica, por que ela acontece, qual o prazo atual para responder e o passo a passo para cumpri-la corretamente. O que é uma exigência técnica da Anvisa? Uma exigência técnica é um pedido formal de esclarecimento ou complementação que a Anvisa faz sobre os documentos e informações apresentados por uma empresa. Ela costuma surgir durante a análise de um processo ou petição protocolados na Agência — por exemplo, um pedido de registro, pós-registro ou autorização. Na prática, a exigência funciona como uma oportunidade: em vez de indeferir o processo de imediato, a Anvisa solicita que a empresa corrija, complete ou justifique algum ponto. Vale destacar que nem toda situação gera exigência. Quando falta um documento listado como obrigatório na instrução processual, a petição pode ser indeferida diretamente, sem chance de complementação.
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