Publicado em 18 julho 2019 | Atualizado em 4 março 2020

A forma como é feita a armazenagem de remédios e outros produtos de saúde em diferentes instituições de saúde tem relação direta com o desperdício de medicamentos. Isso porque, como já falamos em nosso blog, erros durante esse processo podem afetar a eficácia e qualidade de diferentes remédios e insumos.  

Melhorar processos de gestão e monitoramento podem trazer uma redução significativa no desperdício. Quando o assunto é monitoramento de temperatura, por exemplo, uma pesquisa da  MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido) mostrou que 43% das perdas de medicamentos estão relacionadas a falhas nesse processo. 

Além disso, erros na armazenagem de medicamentos ainda ocorrem de forma significativa. Quando a Controladoria-Geral da União divulgou em 2017 relatório sobre desperdício de medicamentos, nove estados brasileiros tinham problemas relacionados à armazenagem. 

Desperdício de medicamentos e custos 

No Brasil, estima-se que o Sistema Único de Saúde gasta cerca de R$ 7,1 bilhões por ano para a compra de remédios de alto custo. Porém, esse relatório, que traz análise feita entre 2014 e 2015, mostrou que nesses anos foram desperdiçados quase R$ 16 milhões! 

No setor privado o cenário não é diferente. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o alto custo da saúde brasileira tem relação com o desperdício de medicamentos, que gera cerca de 20% dos gastos totais. 

Levando esses dados em consideração, é possível perceber que, com a possível otimização dos processos do setor e a redução do desperdício, automaticamente será possível reduzir custos de forma significativa. 

Redução da falta de medicamentos 

Estamos falando de saúde. Então, muito mais importante do que dinheiro, é pensar em como o desperdício de medicamentos afeta a vida das pessoas. 

Ao mesmo tempo em que a saúde brasileira é cara (se comparada a outros países), a população ainda sofre com a falta de medicamentos. Muitos deles são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida dos medicamentos. 

No início de 2019, o Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) lançou um documento afirmando que, dos 134 remédios que são distribuídos pelo Ministério de Saúde de forma obrigatória, 25 estavam com estoques zerados. 

Esse é um assunto muito sério. A falta de medicamentos impacta na vida de pessoas que têm doenças graves que vão de diabetes a câncer. 

Melhorar a forma como é feita a gestão dos remédios é o primeiro passo para que ocorra a redução desse desperdício, garantindo a saúde da população. 

Tecnologia 

A tecnologia pode atuar como braço direito para a otimização da gestão de estoque de medicamentos e até controle das temperaturas e umidade dos locais de armazenamento.

Já pensou como uma solução que envolva sensor de temperatura pode ser útil no setor de saúde? Nós, da Nexxto, criamos uma dessas soluções pois estamos preocupados em garantir a qualidade dos atendimentos. 

Quer saber detalhes sobre o funcionamento desse tipo de sistema? Confira nosso conteúdo gratuito!

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Lucas Almeida

Cofundador e CRO da Nexxto

Trabalho todos os dias para ajudar o setor de saúde a ser mais digital e eficiente, possibilitando que mais pessoas no Brasil tenham acesso a serviços com qualidade e segurança.